O brief em números: 7 perguntas sobre unit economics

O brief não é um formulário para preencher enquanto o café passa. É a fundação, e o que aprendemos na primeira reunião molda toda a economia do projeto. Errar os números ali e toda decisão posterior herda o erro.
7 perguntas sobre unit economics
Abrimos todo contrato com as mesmas sete perguntas. São chatas para alguns, mas são a diferença entre um site bonito e um site que se paga. Pulá-las é como agências acabam entregando uma bela brochura na qual ninguém converte.
- Ticket médio e com que frequência os clientes compram de novo.
- Custo atual de aquisição de clientes em todos os canais.
- Conversão atual de lead e negócio, a base que precisamos superar.
- Margem e o ponto de equilíbrio, para saber o espaço para mexer.
- Sazonalidade da demanda, porque campanha mal temporizada desperdiça o orçamento.
- Share de devoluções e churn, que corroem silenciosamente o LTV.
- ROMI-alvo, o número que define se o trabalho deu certo.
Por que essas vencem a cor do logo
Em cima desses números construímos a estrutura, os cenários e os textos que realmente vendem. A identidade visual importa, mas é os últimos dez por cento, não os primeiros. Um site lindo para um negócio sem margem e sem compra recorrente ainda vai perder dinheiro, por mais premiada que seja a animação do hero.
As perguntas também nos dizem se o projeto vale a pena. Se o unit economics não suporta o custo de aquisição dos canais que usaríamos, dizemos isso e propomos um plano diferente em vez de entregar algo que parece sucesso e se comporta como sumidouro.
Discutimos a cor do logo no ponto dez. Primeiro, o dinheiro.
A linha de fundo
Traga seus números à primeira reunião e o projeto anda mais rápido e barato. O brief em números é o consulting mais barato que oferecemos, e o mais decisivo. Tudo de bonito que construímos depois fica em cima dele, que é exatamente onde uma fundação deve estar.
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